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O Homem Histérico: A Histeria em Pacientes do Gênero Masculino e a Crise da Virilidade

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  Embora a Histeria tenha sido historicamente associada ao feminino, ela é uma estrutura de neurose que pode se manifestar em qualquer gênero. No homem, a histeria assume um tom particular: a insatisfação crônica e a pergunta sobre o desejo se manifestam como uma crise da virilidade ou como uma busca incessante por reconhecimento e por um ideal de poder que nunca é alcançado. O Sintoma e a Questão da Potência No homem, o sintoma histérico frequentemente se articula em torno da potência , do desempenho e do reconhecimento social e profissional : O Sintoma como Falha: O sintoma de conversão no homem pode aparecer como a falha no desempenho que atesta a sua "castração" simbólica: uma impotência sexual temporária, a afonia antes de uma apresentação importante, ou dores crônicas que o impedem de trabalhar. O sintoma é a prova de que ele não é o homem idealizado que se propôs a ser. A Busca pelo Mestre: O homem histérico busca um Mestre , um Ideal de Eu (chefe, mentor, fi...

O Sentido Oculto do Jogo: O Brincar como a Linguagem Primária da Criança na Psicanálise

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  Se para o adulto a Associação Livre é o caminho real para o inconsciente, para a criança, o caminho é o Brincar . Na Psicanálise Infantil (especialmente após Melanie Klein e Winnicott), o brincar não é apenas uma distração; ele é a linguagem fundamental através da qual a criança expressa , elabora e tenta dominar as ansiedades, os traumas, os conflitos e as fantasias que ela não consegue verbalizar. O Brincar como Ato de Elaboração e Domínio O brinquedo, o jogo e o desenho são os significantes da criança. O setting analítico se torna um espaço potencial onde a realidade pode ser transformada: O Jogo do "Fort/Da" (Freud): Freud observou seu neto brincando de "ir e vir" com um carretel ( Fort/Da , "foi embora/está aqui"). O jogo era a tentativa de dominar a angústia da ausência da mãe, transformando-se de objeto passivo de abandono em sujeito ativo da separação. O brincar é sempre uma tentativa de transformar o que foi sofrido passivamente em alg...

O Holding e a Lei: As Funções Materna e Paterna na Estruturação do Psiquismo Infantil

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  Na Psicanálise, os termos Função Materna e Função Paterna referem-se a papéis simbólicos, e não necessariamente às pessoas biológicas. A Mãe é, primariamente, a porta de entrada para o mundo e o espelho inicial do bebê, responsável pela sustentação e pelo cuidado ; o Pai é a figura da interdição e da Lei , que permite a separação e a entrada na cultura. O sofrimento neurótico na infância surge, frequentemente, de uma falha ou desequilíbrio nessas funções. A Sustentação Materna ( Holding ) e a Interdição Paterna O desenvolvimento saudável exige que a criança internalize ambas as funções para construir um Eu coeso e capaz de lidar com a realidade: Função Materna (O Holding ): O termo de Winnicott, holding (sustentação), define a capacidade da mãe (ou cuidador primário) de criar um ambiente suficientemente bom que se adapta às necessidades do bebê e o protege da angústia de desintegração. É a função que integra a criança e permite que ela desenvolva um sentimento de ser e...

E-BOOK "QUEBRANDO O CICLO" Entenda como o Trauma Inconsciente Afeta os Seus Relacionamentos e Finanças

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  E-book Promocional: Título: Quebrando o Ciclo: Entenda Como o Trauma Inconsciente Afeta Seus Relacionamentos e Finanças. Subtítulo: Uma Perspectiva Psicanalítica para Deixar de Repetir Padrões Destrutivos e Reconquistar a Autonomia.  Introdução: O Segredo do Sofrimento Repetido Você já teve a sensação inquietante de que, por mais que mude de cidade, de emprego ou de parceiro, os problemas continuam os mesmos? É como se você estivesse preso em um ciclo invisível, onde os mesmos erros emocionais, as mesmas crises financeiras ou os mesmos padrões de abandono se repetem com uma precisão dolorosa. Este sentimento de destino não é uma coincidência. Na Psicanálise, ele tem um nome: Compulsão à Repetição. A Compulsão à Repetição (introduzida por Freud) é a força inconsciente que impele o sujeito a reviver experiências traumáticas, dolorosas ou desagradáveis do seu passado. Não se trata de uma escolha consciente, mas de um imperativo que busca, paradoxalmente, dominar ...

SÍNTESE BIOGRÁFICA PROF. DR. MARCO BARBOSA - Psicanalista Clínico

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Biografia: Nascido em 1965 em São Paulo capital,. filho de pai Oficial Militar e mãe dedicada ao Lar (ambos nascidos no interior de São Paulo). Início de minha trajetória profissional: Aos 12 anos de idade começo a trabalhar em um farmácia de bairro na zona leste de São Paulo na qualidade de aprendiz e balconista, a que acendi ao longo dos anos à qualidade de Oficial de farmácia e com a regulamentação do Conselho Federal de Farmácia, acendi à Técnico em Farmácia, chegando a condição de gerencia e posteriormente dono de farmácia. Em meados e final da década de 80 dou início aos meus estudos técnico/acadêmicos, Universidade Senac: cursos de massagem sueca, shiatsu e Doin. Associação Brasileira de Reflexologia e Terapias afins; formado Como Reflexologista podal. Escola Paulista de Therapias coordenado pelo Prof. Dr. Pedro B. Oliveira Associação Brasileira de Acupuntura Auricular; Formado em Medicina tradicional MTC e acupuntura sistêmica e Aurícular. Somado a cursos rápidos em outras enti...

E-BOOK - UMA VISÃO PSICANALITICA SOBRE AS PROMESSAS DE FINAL DE ANO

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📚 E-book: O Desejo por Trás da Meta: Uma Perspectiva Psicanalítica sobre as Promessas de Ano Novo. Capítulo 1: A Tirania do "Eu Devo" (A Voz do Supereu) O final de um ano e o início de outro são marcados por um ritual quase universal: a elaboração das metas . Perder peso, poupar dinheiro, começar o exercício, ou, em uma versão mais contemporânea, buscar a "alta performance" e a felicidade plena. Olhando sob a lupa da Psicanálise, percebemos que esse ritual carrega menos a marca do Desejo genuíno e muito mais a Tirania do "Eu Devo" . O Grito da Culpa: A Lei Internalizada Em Freud, o Supereu é a instância psíquica que se forma a partir da internalização das proibições, das exigências e dos ideais dos pais e da cultura. Ele não é apenas a nossa "consciência moral"; é, sobretudo, um agente de vigilância e de crítica que nos impõe padrões de conduta e excelência. As metas de Ano Novo são, frequentemente, a expressão mais clara de um Sup...

O Amigo Invisível e o Ursinho: A Importância do Objeto Transitório no Processo de Separação (Winnicott)

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  O conceito de Objeto Transitório (ou Transicional), formulado por D. W. Winnicott, refere-se àquela fraldinha, cobertor, ursinho ou qualquer item ao qual o bebê se apega intensamente na primeira infância. Este objeto é a primeira posse não-Eu da criança e cumpre um papel fundamental: ele auxilia o bebê a fazer a transição da dependência total da mãe (a simbiose ) para o reconhecimento gradual de que ele e a mãe são indivíduos separados . O Objeto que Representa a Mãe na Sua Ausência O Objeto Transitório existe em um espaço de paradoxo e ilusão , que é vital para o desenvolvimento psíquico: A Ponte entre o Interno e o Externo: O objeto transicional é a primeira manifestação do espaço potencial de Winnicott. Ele não pertence totalmente ao mundo interno da criança (porque é um objeto real), mas também não é totalmente externo (porque ele é investido com o afeto e o poder da mãe). Ele é o elo simbólico que permite que a criança explore o mundo real, mantendo um vínculo simbóli...