TRANSTORNO OPOSITIVO DESAFIADOR (TOD)

 



O que é o Transtorno Opositivo Desafiador (TOD)?


O Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) é um distúrbio comportamental que afeta principalmente crianças e adolescentes. Ele se caracteriza por um padrão persistente de atitudes negativas, desafiadoras, desobedientes e hostis em relação a figuras de autoridade, como pais, professores ou adultos em geral.


As crianças com TOD costumam perder a paciência, discutir, desafiar, recusar-se a seguir regras, irritar deliberadamente outras pessoas, culpar os outros pelos seus erros, ficar com raiva, ressentidas e vingativas. Esses comportamentos causam prejuízos na vida familiar, escolar e social das crianças, além de aumentar o risco de desenvolver outros problemas psicológicos no futuro.

O TOD é diferente de uma simples birra ou rebeldia ocasional, que são comuns no desenvolvimento normal das crianças. O TOD é mais frequente, intenso e duradouro, e interfere na capacidade da criança de se relacionar e se adaptar ao seu ambiente.

Quais são as causas do TOD?

Não há uma causa única ou específica para o surgimento do TOD. Acredita-se que ele seja resultado da interação de vários fatores, como genéticos, biológicos, psicológicos, familiares e sociais. Alguns fatores que podem aumentar o risco de desenvolver o TOD são:

- Histórico familiar de transtornos mentais, como transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), transtorno bipolar ou transtorno de conduta;

- Exposição a ambientes estressantes, violentos, negligentes ou inconsistentes na infância;

- Abuso físico, emocional ou sexual;

- Temperamento difícil ou impulsivo;

- Dificuldades de aprendizagem ou cognitivas;

- Problemas de saúde física ou mental.


Como é feito o diagnóstico do TOD?

O diagnóstico do TOD é feito por um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra, com base nos critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). Segundo esse manual, para receber o diagnóstico de TOD, a criança deve apresentar pelo menos quatro dos seguintes sintomas por pelo menos seis meses:

- Perde a calma com frequência;

- É sensível ou facilmente incomodado por outras pessoas;

- É raivoso e ressentido;

- Discute com adultos ou pessoas com autoridade;

- Desafia ativamente ou recusa-se a obedecer a pedidos ou regras dos adultos;

- Incomoda deliberadamente outras pessoas;

- Culpa os outros pelos seus erros ou mau comportamento;

- Foi cruel ou vingativo pelo menos duas vezes nos últimos seis meses.

Além disso, esses sintomas devem causar sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional da criança. O profissional também deve avaliar se os sintomas não são melhor explicados por outro transtorno mental, como TDAH, transtorno depressivo ou transtorno de ansiedade.




Como é feito o tratamento do TOD?

O tratamento do TOD envolve principalmente intervenções psicoterapêuticas, tanto para a criança quanto para os pais ou responsáveis. O objetivo é ajudar a criança a desenvolver habilidades sociais, emocionais e comportamentais adequadas, além de fortalecer o vínculo familiar e a comunicação positiva. Algumas abordagens que podem ser utilizadas são:

- Terapia cognitivo-comportamental: visa identificar e modificar os pensamentos e crenças negativas que influenciam o comportamento da criança, além de ensinar estratégias de resolução de problemas, controle de impulsos e expressão assertiva das emoções.

- Terapia familiar: visa melhorar a interação entre os membros da família, promovendo um ambiente mais acolhedor, consistente e cooperativo. Também ajuda os pais a estabelecerem limites claros e eficazes para a criança, além de reforçarem os comportamentos positivos e lidarem com os negativos de forma adequada.

- Treinamento de habilidades parentais: visa ensinar aos pais técnicas e ferramentas para melhorarem a relação com a criança, aumentando o afeto, a atenção, o elogio e a diversão, e diminuindo as críticas, as brigas e as punições. Também ajuda os pais a desenvolverem habilidades de comunicação, negociação e manejo de conflitos.

- Terapia em grupo: visa proporcionar um espaço de troca de experiências, apoio e aprendizado entre crianças com TOD ou entre pais de crianças com TOD. Também favorece o desenvolvimento de habilidades sociais, como empatia, cooperação e respeito.



Em alguns casos, o uso de medicamentos pode ser indicado para tratar sintomas associados ao TOD, como irritabilidade, impulsividade, agressividade ou ansiedade. Os medicamentos mais usados são os estimulantes, os antidepressivos e os estabilizadores de humor. No entanto, os medicamentos devem ser sempre prescritos por um médico psiquiatra e usados em conjunto com a psicoterapia.

O TOD tem cura?

O TOD é um transtorno que pode persistir por toda a vida, mas que pode ser controlado com o tratamento adequado. Quanto mais cedo o transtorno for identificado e tratado, maiores são as chances de reduzir os sintomas e prevenir complicações. Alguns fatores que podem favorecer o prognóstico são:


- Apoio familiar e escolar;

- Adesão ao tratamento;

- Ausência de outros transtornos mentais ou físicos;

- Inteligência normal ou acima da média;

- Habilidades sociais e emocionais desenvolvidas.

O TOD é um transtorno que afeta não só a criança, mas toda a sua família e seu entorno. Por isso, é importante buscar ajuda profissional e contar com uma rede de apoio que possa auxiliar na superação dos desafios impostos pelo transtorno.



TRANSTORNO OPOSITIVO DESAFIADOR E A PSICANÁLISE

O transtorno opositivo desafiador (TOD) é uma condição que afeta o comportamento das crianças e dos adolescentes, caracterizada por um padrão persistente de desobediência, hostilidade e irritabilidade. A psicanálise pode ajudar a compreender as causas e os efeitos do TOD, bem como a oferecer um espaço de escuta e acolhimento para os pacientes e suas famílias. A Psicanálise busca levar o indivíduo a compreensão das causas de seus conflitos e explicar a fenomenologia psíquica, o porque dos seus sintomas e como a psicanálise pode contribuir para o tratamento.

Por Psicanalista Marco Barbosa
Psicanalista e Neuropsicanalista Clínico, Self Coach, Professor e Filósofo.
Atendimentos para Transtornos Emocionais, Psicológicos e Comportamentais.
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