A Neurose de Transferência: Por Que o Passado se Repete na Análise?
A Neurose de Transferência é um conceito crucial na Psicanálise, descrevendo um fenômeno que transforma a relação paciente-analista no campo de batalha dos conflitos infantis do paciente. Ela é a maneira como a análise consegue tornar o passado vivo no presente, permitindo que ele seja finalmente elaborado.
O Conceito Central: A Reedição da Neurose Infantil
No dia a dia, a Transferência é o ato de deslocar sentimentos, desejos e fantasias antigas (originalmente dirigidas a figuras parentais) para novas pessoas.
Na clínica, a Neurose de Transferência ocorre quando o paciente, inconscientemente, substitui sua neurose original (infantil) por uma "neurose artificial" com o analista. Ele revive seus conflitos e sintomas mais importantes dentro da sessão, usando o analista como um objeto no qual projeta:
Amores e Ódios: O analista passa a ocupar o lugar do pai, da mãe ou de outros objetos significativos.
Expectativas Antigas: O paciente pode esperar ser amado, criticado ou abandonado, repetindo o padrão da sua infância.
Resistências: Os mecanismos de defesa que impediram a resolução do conflito original são trazidos à tona, muitas vezes, em relação ao próprio tratamento (ex: esquecer a sessão, resistir a falar).
O Analista como "Superfície de Projeção"
O psicanalista atua como uma tela em branco (mantendo-se em neutralidade e abstinência) para que o paciente possa projetar e, assim, tornar visível o roteiro inconsciente que governa sua vida.
É a Neurose de Transferência que oferece a oportunidade de cura. Ao invés de o paciente contar sobre seu trauma, ele o vive com o analista. O trabalho analítico consiste, então, em interpretar essa neurose "ao vivo", ajudando o paciente a diferenciar o presente do passado e, finalmente, elaborar seus conflitos.
Para Refletir: O que você espera de uma pessoa que detém uma posição de autoridade em sua vida? Essa expectativa pode ser um reflexo da sua neurose de transferência.
Sugestão de Leitura (Bibliografia):
FREUD, S. (1912). A Dinâmica da Transferência.
FREUD, S. (1914). Recordar, Repetir e Elaborar.
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