Burnout – O Esgotamento do Eu na Servidão ao Ideal

 


A Síndrome de Burnout é o esgotamento físico e mental decorrente de um estresse crônico e prolongado relacionado ao trabalho. Na visão psicanalítica, o Burnout não é apenas excesso de horas, mas sim o colapso do Eu que se coloca em servidão total a um Ideal inatingível, imposto pelo Superego ou pelas exigências externas absorvidas internamente.

O Sacrifício e a Falha em Ser Onipotente

O sujeito que chega ao Burnout frequentemente carrega uma estrutura psíquica que o impede de reconhecer e respeitar seus próprios limites. Esse esgotamento surge de:

  • A Exigência Narcísica: O sujeito busca no trabalho uma validação total do seu valor, colocando-o no lugar do objeto que deve lhe conferir amor e reconhecimento absolutos. O trabalho se torna a única fonte de autoestima.

  • O Superego Cruel: Há uma identificação com um Superego (crítico interno) que exige a onipotência. O indivíduo não pode falhar, não pode descansar e não pode dizer "não". O corpo é levado ao limite em um sacrifício que visa aplacar essa instância interna tirânica.

  • A Desconexão do Desejo: O trabalho, inicialmente investido como um veículo para a realização do desejo, transforma-se em dever e compulsão. O sujeito perde o contato com o sentido da ação, restando apenas a obrigação de fazer, o que resulta no vazio e no esgotamento da libido que antes era direcionada à vida.

A Psicanálise trabalha para que o sujeito interrompa a auto-destruição imposta pelo excesso de autoexigência. O objetivo é ajudar a flexibilizar o Superego, a diferenciar-se do trabalho (o Eu não é o fazer) e a reinvestir a libido em áreas da vida que foram sacrificadas, recuperando o contato com o desejo genuíno em vez da servidão ao Ideal.

Para Refletir: O que você está tentando desesperadamente provar através do seu trabalho, que, na verdade, sua alma já sabe que você não precisa provar?

Sugestão de Leitura (Bibliografia):

  • FREUD, S. (1923). O Ego e o Id (para o conceito de Superego e seus rigores).

  • WINNICOTT, D. W. (1971). O Brincar e a Realidade (sobre a importância da capacidade de ser e descansar).


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