Narcisismo – O Amor Próprio em Sua Forma Mais Complexa
O termo narcisismo é frequentemente usado de forma pejorativa, mas para a Psicanálise ele é, antes de tudo, uma fase essencial no desenvolvimento de todo ser humano. É o investimento da energia libidinal (o amor) no próprio Eu. O problema surge quando esse investimento se torna rígido e patológico, impedindo o sujeito de amar o outro de forma saudável.
Do Narcisismo Sadio ao Narcisismo Patológico
Todo mundo precisa de um narcisismo saudável para ter autoestima e se proteger das adversidades. A patologia acontece quando:
O Eu Idealizado: O narcisista patológico vive na tentativa incessante de se adequar a um Eu Ideal grandioso, uma imagem de perfeição que não permite falhas. O outro existe apenas como um espelho para refletir essa imagem idealizada.
A Ferida Narcísica: No fundo da grandiosidade, há uma profunda fragilidade. O narcisismo patológico é uma defesa contra uma ferida primária (uma sensação de desamparo ou desvalorização vivida na infância). A arrogância é a máscara usada para impedir que essa ferida original seja novamente tocada.
A Falta de Empatia: Como toda a energia libidinal (o amor) está voltada para o próprio Eu, falta investimento no objeto externo. O outro é desvalorizado e usado como extensão de si, resultando na incapacidade de reconhecer e se importar genuinamente com os sentimentos alheios.
A Psicanálise busca ajudar o sujeito a desidealizar o seu Eu, permitindo que ele se confronte com as suas faltas, suas vulnerabilidades e suas imperfeições. Ao elaborar a ferida narcísica original, o sujeito pode, finalmente, retirar o amor de si (parcialmente) e investi-lo no mundo e nas relações, construindo um amor-próprio mais realista e uma capacidade de amar o outro de forma madura.
Para Refletir: O que você está tentando desesperadamente provar aos outros, que, na verdade, você ainda não conseguiu provar a si mesmo?
Sugestão de Leitura (Bibliografia):
FREUD, S. (1914). Sobre o Narcisismo: Uma Introdução (o texto fundamental sobre o conceito).
KOHUT, H. (1971). A Análise do Self (para a visão do narcisismo como necessidade de espelhamento).
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