Síndrome do Pânico – Quando a Angústia Transborda no Corpo

 


A Síndrome do Pânico é caracterizada por crises recorrentes e inesperadas de medo intenso, acompanhadas de sintomas físicos aterrorizantes (taquicardia, falta de ar, tontura), muitas vezes interpretados pelo sujeito como um ataque cardíaco ou a iminência da morte. Na visão psicanalítica, o ataque de pânico é o transbordamento da angústia no corpo, uma tentativa desesperada do psiquismo de lidar com um excesso de afeto que não pôde ser simbolizado (colocado em palavras).

Angústia Sem Nome e a Ameaça de Dissolução

O pânico é a angústia em seu estado mais puro e desorganizador, agindo como um sinal de perigo extremo:

  • O Sinal Desorganizado: Freud via a angústia como um sinal de alarme do Eu diante de um perigo psíquico. No pânico, esse sinal se torna desorganizado e avassalador. A angústia, que deveria ser um sinal preventivo, irrompe de forma brutal porque o mecanismo de recalque falhou em conter algo do inconsciente que estava prestes a vir à tona.

  • O Medo da Morte e da Loucura: O sintoma central do pânico é o medo de morrer ou enlouquecer. Lacan sugere que a angústia surge diante da ameaça de dissolução do sujeito ou da perda da sustentação do Eu. Os sintomas corporais (dispneia, taquicardia) são a expressão no real do corpo de uma ameaça psíquica que o sujeito não consegue nomear ou localizar.

  • A Fuga da Situação: A agorafobia, que frequentemente acompanha o pânico, é a tentativa de controlar o incontrolável. O sujeito passa a evitar situações (locais públicos, multidões) que ele inconscientemente associa ao momento da irrupção da angústia, na tentativa de evitar o afeto traumático em si.

A Psicanálise trabalha para acolher esse afeto bruto e ajudar o sujeito a encontrar o significante (a palavra, o sentido) que falta para dar nome à angústia. Ao falar sobre o que parecia inominável e ao trabalhar os conflitos e desejos reprimidos, o sujeito pode reorganizar o Eu e reverter o processo de transbordamento corporal, transformando a crise de pânico em uma pergunta sobre si mesmo.

Para Refletir: Qual desejo, medo ou verdade inominável o seu corpo está gritando através dos sintomas físicos do pânico?

Sugestão de Leitura (Bibliografia):

  • FREUD, S. (1926 [1925]). Inibição, Sintoma e Angústia (para a angústia como sinal).

  • LACAN, J. (Seminário, Livro 10). A Angústia (para a angústia como afeto que não mente).


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