TDAH na Visão Psicanalítica: O Sujeito por Trás do Sintoma

 


O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é frequentemente visto apenas como uma disfunção neurobiológica, mas a Psicanálise oferece uma lente complementar. Para nós, a agitação (física ou mental) e a dificuldade de concentração podem ser lidas como um sintoma, uma forma de a mente lidar com tensões e conflitos inconscientes.

A Inquietude como Defesa

Muitas vezes, a necessidade incessante de se mover ou de pular de uma tarefa para outra não é só falta de foco. É um mecanismo de defesa contra o tédio, contra o vazio, ou, o que é mais comum, contra o encontro com a dor ou o desejo reprimido.

A criança (e o adulto) em constante movimento pode estar, inconscientemente, tentando evitar um encontro consigo mesmo ou com pensamentos que causam angústia. A hiperatividade e a distração atuam como um ruído constante que impede a escuta interna.

O Olhar sobre o Vínculo Primário

Do ponto de vista psicanalítico, a atenção e a capacidade de espera estão profundamente ligadas à qualidade dos primeiros vínculos de afeto e à capacidade de tolerar a frustração e a ausência (o não-tudo).

  • Dificuldade de Espera (Impulsividade): Pode refletir uma dificuldade em internalizar a função paterna (a lei, o limite) e, assim, transformar o desejo em espera, a ação em reflexão.

  • Déficit de Atenção: Em alguns casos, pode ser uma recusa inconsciente em prestar atenção ao mundo externo, que não foi suficientemente significativo ou acolhedor, preferindo o mundo interno (o fantasiar).

A Psicanálise não busca apenas "tratar" o sintoma, mas dar sentido a ele. A análise oferece um espaço de escuta para que a pessoa possa desacelerar a agitação externa e, finalmente, encontrar e elaborar a agitação interna que está buscando uma forma de se expressar.

Para Refletir: O que você está evitando pensar ou sentir quando se sente incapaz de parar ou de focar?

Sugestão de Leitura (Bibliografia):

  • LAJONQUIÈRE, L. (1992). De Piaget a Freud: O Pensamento na Criança.

  • WINNICOTT, D. W. (1971). O Brincar e a Realidade (Capítulos sobre a agressividade e a impulsividade).


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Dr. Marco Barbosa, Psicanalista. WhatsApp: 📲 17 997116341


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